Inquirida pelo Governo Civil, em 1881, sobre qual a heráldica de que usava, a Câmara Municipal de Mafra respondia na volta do correio que não tinha brasão "com especialidade alguma ou recordação histórica" e que apenas havia adotado as armas do reinado de D. Manuel, por ter sido ele o doador do Foral à Vila.
De facto, o município mafrense tornara suas as quinas nacionais, ostentando-as, na interpretação setecentista, nos sinetes, documentos oficiais e na pedra de Armas sobre o pórtico do edifício dos Paços do Concelho, atual Museu Municipal Prof. Raúl de Almeida.
Em 1903, o major Guilherme dos Santos Ferreira projetou um brasão de armas que a Câmara acharia por bem aprovar, o qual acabaria referendado por Portaria de 5 de junho, subscrita pelo próprio D. Carlos (D.G., 8 de junho de 1903):
Em comunicação apresentada na Associação dos Arqueólogos, transcrita num artigo impresso em O Século (7 jan. 1926) e intitulado Qual deve ser o brasão da Vila de Mafra, Afonso Dornelas propôs novo brasão de armas, onde pontificava um veado, recordação das caçadas reais na Tapada, e os sinos do Convento de Mafra:
A proposta em apreço nunca chegou a merecer a atenção da autarquia, a qual, só mais de uma década volvida, em 1940, havia de solicitar ao Ministério do Interior a concessão ao município de nova constituição heráldica, justamente aquela que ainda vigora, depois de obtido o parecer favorável de Afonso Dornelas (Portaria nº 9690 de 18 de novembro, in D. G., I Série, n. 268, de 18 fev. 1940):“De azul, veado de ouro sob dois sinos também de ouro com os cabeçotes de vermelho. Coroa mural e na base listel com a legenda MAFRA".