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ARRÁBIDOS

A comunidade dos frades arrábidos foi erigida por D. Martinho Benevides (Frei Martinho de Santa Maria), o qual, do convento de S. Francisco de Cartagena, viera para Portugal a convite do Duque de Aveiro. O primeiro convento de religiosos desta província franciscana foi fundado em 1538 ou 1539 na serra da Arrábida, donde derivou a designação pela qual haviam de tornar-se conhecidos. Não consta qual a data exata da sua chegada a Mafra, no entanto sabe-se que desde o século XVII, pelo menos, a sua presença se tornara regular todos os anos pela Quaresma, ficando instalados no hospício anexo à capela do Espírito Santo, outrora situada na Quinta da Raposa (Vila Velha). De forma inesperada, porquanto haviam visto recusada pelo mesmo monarca solicitação para a fundação de uma casa religiosa em Mafra, lograram obter de Dom João V, no ano de 1711, a doação do convento de Santo António junto à mesma vila (o derradeiro dos catorze conventos desta Ordem no país). Os Arrábidos egrediram do convento de Mafra em abril de 1771, após residirem ali durante 40 anos, 6 meses e 11 dias. Regressariam, em 12 de maio de 1792, rendendo os Cónegos Regrantes que os haviam substituído duas décadas antes.

Dona Maria I intentou mandar edificar outro cenóbio para esta Ordem na Quinta da Roussada, tendo, para o efeito, lançado a pedra fundamental, mas a transferência da corte para o Brasil, em consequência da primeira invasão napoleónica (1808), hipotecou definitivamente a concretização do projeto.